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Bate papo com Presidente da AFIDERJ.

 

 

 

Olá prezados.

 

Gostaríamos de convidar para um bate papo sobre HOME CARE com nosso Presidente Dr. Flávio Faria e tirarmos algumas dúvidas sobre toda operação que acontece desde a implantação até a alta do programa domiciliar.

 

AFIDERJ - Diretoria: Dr. Flávio, nos fale o que é HOME CARE?

Dr. Flávio Faria - O HOME CARE (HC) vem de uma sigla em inglês que significa cuidado no lar, é um conceito americano que retrata o cuidado de pessoas enfermas dentro de sua residência, sendo cuidados por familiares, com conforto e segurança.

 

Esse conceito veio para o Brasil há mais de duas décadas tornando o lar um ambiente de extensão ao cuidado de forma segura e profissional.

 

O HC tem algumas características  distintas, pois a sigla é usada erroneamente para toda ação dentro do domicílio, mas temos como exemplo a internação domiciliar e o atendimento domiciliar.

 

AFIDERJ - Diretoria: Qual a diferença entre Internação Domiciliar (ID) e Atendimento Domiciliar (AD)?

Dr. Flávio Faria - A Internação Domiciliar (ID) consiste em ampla prestação de serviço, com enfermagem, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais. É toda a estrutura de um hospital, equipamentos de suporte a vida e insumos.

Já o Atendimento Domiciliar (AD) consiste em uma prestação de serviço pontual como por exemplo fisioterapia e fonoaudiologia, enfermagem para curativos, de modo que o paciente tenha condições de melhoras e direcionar para a rede credenciada para a continuidade caso necessário.

 

AFIDERJ - Diretoria: Como que o paciente entra no HC?

Dr. Flávio Faria -  O paciente através de seu representante legal ou responsável encaminha a solicitação através de um relatório médico para a operadora de plano de saúde que avalia a necessidade de forma individualizada. utiliza-se umas ferramentas de avaliação que é a ABEMID e a NEAD. Essas são tabelas onde se estratificam o paciente e através da pontuação vê a necessidade de atendimento domiciliar ou a internação domiciliar, se necessitará de enfermagem 12h ou 24h e demais serviços. essa é a fase de captação.

 

Após essa avaliação a operadora solicita um prestador para realizar a implantação do serviço, busca de profissionais na região, disponibilidade de atendimento, de quais materiais serão necessários, o que levar para esse domicilio.

 

Iniciado a admissão do paciente, os profissionais precisam realizar um relatório de admissão de como admitiu o paciente, de plano terapêutico proposto, metas a serem alcançadas. Esse relatório se dá após 48h de admissão, é o primeiro registro do paciente para servir como um parâmetro e observar as mudanças. O relatório é uma foto do paciente, deve ser completo, consistente e bem detalhado obedecendo a propedêutica em fisioterapia  (anamnese, diagnóstico cinético funcional, exame físico, inspeção, palpação, testes funcionais...) é importantíssimo esse registro mensal para o acompanhamento evolutivo da terapia.

 

Como objetivo central é a busca pela independência funcional, desmame do serviço e direcionamento a rede credenciada, esse é o cerne da prestação de serviço.

 

AFIDERJ - Diretoria: Falando em registro, por que temos que evoluir no prontuário, o que isso implica? 

Dr. Flávio Faria - Bem lembrado , o prontuário é o item  primordial do serviço, é onde os profissionais se comunicam através de suas impressões do momento da visita, registra-se com a data e a hora da visita, deverá estar completamente preenchido conforme a rotina de cada prestador, e imprescindivelmente deverá estar carimbado pelo profissional que a realizou. Como todo e qualquer documento não pode estar rasurado, deverá estar de forma clara e compreensível a  leitura, deverá ser utilizada terminologias técnicas por se tratar de um documento. Além disso a evolução é uma resolução do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) n° 414/2012, é obrigatório o preenchimento no local e após o término do atendimento, a não realização é um descumprimento de uma resolução do  COFFITO, e para a operadora e o seu prestador a ausência desta implicará no faturamento e o recebimento deste atendimento.

 

Os prestadores tem como rotina em sua operação o recolhimento periódico das evoluções para a pré auditoria interna e a auditoria junto a OPS, avalia-se o plano terapêutico se está sendo realizado, se a conduta está coerente com a patologia, se há intercorrência no período. 

 

Periodicamente o prestador de serviço reúne toda a equipe multidisciplinar para discutir cada caso e acompanhar esse processo evolutivo, por isso o registro é muito importante para o amplo conhecimento de todos da equipe multidisciplinar.

 

AFIDERJ - Diretoria: Então quer dizer que se não evoluir estarei em descumprimento de uma resolução do nosso Conselho Federal e além disso corro o risco de não receber pelo atendimento realizado?

Dr. Flávio Faria - Sim, esse é um documento muito importante, é a comprovação que houve o atendimento, do que foi realizado, se houve ou não intercorrência no período, e além disso o paciente tem direito a informação.

 

AFIDERJ - Diretoria: Mas a informação não é sigilosa como descreve a resolução 414?

Dr. Flávio Faria - Sim, o sigilo das informações estão também descritas na resolução 424/13, que define nosso código de ética. O profissional não deve revelar a outros sobre o que dito em sigilo no atendimento.

 

AFIDERJ - Diretoria: Em nosso bate papo, foi dito sobre alta, como é isso?

Dr. Flávio Faria -  Devemos lembrar que o profissional na residência está prestando um serviço, e como prestador tem seus deveres e suas obrigações, dentre elas o registro de atendimento nas evoluções, nos envios de relatórios mensais e direcionar sempre o paciente a rede credenciada ou a alta total, cada caso é avaliado individualmente.

 

O olhar deve ser sempre técnico sobre o atendimento, e em caso de descumprimento de avaliação técnica, o prestador a pedido da OPS poderá solicitar uma avaliação de outro profissional para confrontar as informações.

 

Essa avaliação é explicita de forma que não se pode corromper de questões sociais ou de outras naturezas, de forma que quem realmente precisa prorrogar possa ter o atendimento estendido e  quem tem condições de locomoção ou sustentação de tronco por exemplo, possa direcionar para outras modalidades de tratamento oferecido.

 

Nossa meta é sempre buscar a melhora do paciente, de promover a sua independência funcional.

 

Gostaria de agradecer toda a diretoria por esse bate papo e termos um canal de comunicação com os profissionais deste segmento.

 

AFIDERJ - Diretoria: Agradecemos a sua participação e convidamos aos demais trocarmos ideias sobre o serviço e melhorarmos, muito obrigado Dr. Flávio Faria.

Dr. Flávio Faria - Eu que agradeço e fico a disposição para mais um bate papo!

 

 

 

fonte:

https://pebmed.com.br/home-care-conceito-mitos-e-desafios/

https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3177

https://www.crefito8.gov.br/pr/index.php/sala-de-imprensa-2/leis-e-decretos-4/89-legislacao/coffito/178-resolucao-coffito-42413

https://conexaohomecare.com/tabela-abemid/

https://conexaohomecare.com/tabelas-nead/

 

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