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Fisioterapia e dor crônica: uma dupla certeira

A fisioterapia entrou de cabeça no estudo da dor nos últimos anos em todo o mundo. Não é a toda. Isso ficou muito claro nas últimas edições Congresso Mundial de Fisioterapia da WCPT, onde mais da metade das propostas de workshop envolviam o estudo da dor. Além disso, pesquisadores e clínicos tem mostrando como a fisioterapia tem seu lugar na avaliação e tratamento da dor, bem como no desenvolvimento de pesquisa experimental e clínica de alta qualidade por aqui e Brasil afora. E nunca existiram como hoje tantos blogs, mídias sociais, páginas pessoais e grupos de interesse / pesquisa sobre o estudo da dor.

 

Grande parte desta rápida evolução da fisioterapia deve-se a pesquisa em neurociência da dor, que inclusive conta com pesquisadores fisioterapeutas, até mesmo brasileiros. Explicações sobre como a dor é processada no sistema nervoso, os mecanismos de ação dos recursos físicos, novas propostas para o uso destes recursos e um maior interesse em outras áreas de estudo como a psicologia e psiquiatria, trouxeram para a fisioterapia um olhar diferenciado, um tanto quando biopsicossocial, mais humanizado, holístico e centrado no paciente em si. Estes conhecimentos trouxeram força para o fisioterapeuta se destacar na avaliação funcional do paciente com dor, com o desenvolvimento de habilidades para avaliar funções cognitivo afetivas, gerenciamento dos cuidados com a saúde junto ao paciente e, além disso, para a organização de serviços de saúde focados na assistência ao paciente com dor.

 

O alivio da dor é um direito do paciente. E por isso, a avaliação e o tratamento para a dor aguda é bem divulgado e conhecido do fisioterapeuta, com o objetivo de aliviar a dor rapidamente. Na verdade, a fisioterapia tem a disposição diversos agentes físicos com rápido efeito analgésico, reduzindo a dor e as incapacidades físico funcionais, o que reduz indiretamente o estresse e ansiedade do paciente por muitas vezes se ver livre da dor. E quando a dor é crônica? Neste caso, estamos diante de um paciente com grau de complexidade elevado, onde muitas vezes os recursos físicos disponíveis tem pouco ou nenhum efeito analgésico. Muitos pacientes complexos necessitam de reabilitação, o que é comum em outras condições com nas lesões neurológicas, fazendo com que o fisioterapeuta seja integrante de equipes multiprofissionais de dor. Este é o meu caso, com 14 anos dedicados ao trabalho em equipe multiprofissional.

 

A partir desta dificuldade com os tratamentos para a dor crônica, a fisioterapia encontrou um caminho aberto de estudo, até mesmo se aproximando de outras áreas como a psicologia, medicina e odontologia. O fisioterapeuta está presente em equipes multiprofissionais de dor desde os anos 1980 e, inclusive, é recomendação da Associação Internacional para os Estudos da Dor que o fisioterapeuta faça parte da equipe de tratamento da dor. Não restam dúvidas de que a fisioterapia tem como um dos principais papeis o cuidado relacionado a funcionalidade do paciente com dor crônica, tendo como meta não só a analgesia, mas também a restauração funcional.

 

Por isso, pela evolução da pesquisa e da assistência ao paciente com dor, a fisioterapia tem um amplo campo de atuação em diversas áreas do estudo da dor. O que significa que o fisioterapeuta precisa se especializar cada vez mais, buscar novos conhecimentos, se aproximar de outros profissionais e desenvolver maiores habilidades para atender um público com alta complexidade e múltiplas demandas, que é caso do paciente com dor crônica. E vale lembrar que estamos aqui, dedicados ao estudo da dor, para justamente atuar onde o fisioterapeuta tem que atuar: na pesquisa, assistência e cuidado ao paciente com dor, conhecendo bem seu papel e responsabilidades, sem ultrapassar os limites das outras profissões, respeitar sempre a integração multiprofissional e, claro, as necessidades pessoais do paciente com dor crônica.

 

A população deve sim procurar o fisioterapeuta para o controle da dor crônica, e alguns motivos valorizam esta afirmação sobre o tratamento:

 

- O fisioterapeuta oferece um tratamento conservador eficaz

- Tem pouco ou nenhum efeito adverso

- Somado a outros, o tratamento adiciona melhores resultados

- Efeitos em outras funções, como o sono, atividade e qualidade de vida

- Os custos são variados, o que pode atender demandas socioeconômicas diversas

- Redução das incapacidades, o que não acontece com outros tratamentos

 

Se você tem dor crônica e, especialmente incapacidade, está na hora de procurar a fisioterapia especializada em dor.

 

 

Artur Padão Gosling

Fisioterapeuta

Mestre em Ciências / Clínica Médica UFRJ

Especialista em Fisioterapia Esportiva COFFITO / SONAFE

Especialização em Dor HCFMUSP e HSE-RJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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