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Gestão em Fisioterapia

Foi-se o tempo em que gerenciar um negócio significava estar presente e aplicar o conhecimento empírico. Aquela velha frase que dizia “Os olhos do dono é que engordam o gado” ainda vale, mas além de viver a prática é preciso ter planejamento, controle financeiro, análise de processos, de indicadores e correção de erros, entre todos as outras etapas que envolvem a gestão de um negócio. Do contrário, seu gado morrerá de inanição ou será engolido pelo pasto ao lado.

 

A Fisioterapia em termos de categoria profissional, pesquisa, política e negócios cresce paulatinamente, mas comparada às outras profissões ainda alcança índices baixos de reconhecimento. Isso faz parte do crescimento. Vivemos ainda o tempo de construirmos quem somos e aonde queremos chegar e, para isso, precisamos olhar o que fazemos.

 

Quantos de nós sabemos realmente dizer o que fazemos? Quantos pacientes você atende por mês? Qual o tempo gasto em cada atendimento? Qual material de consumo você mais utiliza? Qual a frequência de recidiva dos seus pacientes? Por que você compra mais gel para ultrassom do que theraband? Você já observou ou tem indicadores assistenciais da fisioterapia? Talvez você não saiba o que seja, nem nunca ouviu falar, mas com uma analogia simples, explicarei que podemos tê-los, opinar e traçar metas.

 

Peguei somente três postagens minhas do facebook e coloquei em uma planilha, a qual pode ser vista abaixo.

 

 

                                

O que podemos observar e inferir? A foto do perfil foi a mais curtida e isso significa que foi a que mais gostaram? Analisemos o contexto. Tenho no meu facebook familiares, amigos atuais e de infância, colegas de trabalho, alunos e ex-alunos. Coloquei uma foto boa. Portanto tudo confluiu para que tivesse mais curtidas.

 

No vídeo familiar, que era de humor, tive menos curtidas que a foto. Então gostou menos? Talvez. Por que? O vídeo falava sobre uma temática específica de crianças, da qual grande parte dos meus amigos virtuais desconheciam, o que acabou não fazendo sentido em ser curtido. Entretanto, o vídeo teve seis compartilhamentos, diferentemente da foto que não teve nenhum e revelou o interesse dos amigos virtuais, que são pais, em compartilhar tal assunto.

 

O último tipo de postagem foi a profissional, na qual discorri sobre o tema da Fisioterapia na bronquiolite. De todos, foi a que teve menos curtidas. Isso significa que foi a menos interessante? Pelo contrário, nunca tive tantos compartilhamentos e aí faço uma análise retrospectiva de todas as minhas postagens: foi a primeira postagem de cunho profissional que redigi com extremo rigor científico, a fim de informar a população como um todo.

 

E os indicadores? Onde estão? Agora é só criar. Quer saber qual postagem gerou mais curtida ou compartilhamento? Faça a taxa de curtidas das postagens, ou seja, número de postagens curtidas sobre número total de postagens x 100% = 100%. Nesta análise, todas as minhas postagens foram curtidas. E a taxa de compartilhamento de cada postagem em relação ao número de curtidas? Será o número de compartilhamentos da postagem sobre número total de curtidas da postagem x 100%, dando na postagem 1, taxa de 0%; na postagem 2, taxa de 5,3% e na postagem 3, taxa de 44%.

 

Se o meu negócio for gerar mais compartilhamentos, ficou óbvio que devo investir na minha escrita profissional. Caso eu invista na minha vida pessoal, serão necessários muitos investimentos, pois a taxa de compartilhamento foi de 0% na foto de perfil e na de humor terei que investir no perfil dos meus amigos, buscando mais amigos com filhos.

 

O que você quer? Ser mais curtida ou compartilhada? Isso cabe ao gestor do negócio e sua equipe planejar, executar, analisar e resolver. Na fisioterapia, assim como em qualquer negócio, precisamos descobrir quem somos para depois traçar o que queremos. Depois desse artigo você já consegue dizer quem você ou o seu negócio é e o que mais você faz?

 

Registre e “planilhe” o maior número de dados possíveis e você perceberá que as conclusões que você tinha, muitas vezes, não estão alinhadas com aquilo que os indicadores revelam. Neste caminho, a pretensão não é fazer pesquisa científica e sim uma autoanálise dos seus processos de trabalho, que pode embasar e apoiar decisões gerenciais importantes, tanto no seu cotidiano como no seu negócio.

 

 

Dra. Roberta Fernandes Correia
Mestre em Saúde da Criança
Coordenadora Técnica do Setor Fisioterapia Respiratória do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira/Fiocruz
Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo - CEP: 22250-020 Rio de Janeiro, Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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