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Cuidados Paliativos em Domicilio

 

Introdução:

 

Falar em Cuidados Paliativos, significa falar em doação pela família, pelo cuidador na expectativa de melhora do paciente que sofre com vários sintomas oriundos da doença de base.  Cuidados Paliativos, inicialmente voltado aos pacientes oncológicos, é ampliado e  revisado e inclui a assistência a outras doenças como aids, doença renal,  doenças cardíacas e  doenças degenerativas e doenças neurológicas.

 

Em 2004, um novo documento publicado pela OMS, The solid facts - Palliative Care, reitera a necessidade de incluir os cuidados paliativos como parte da assistência completa à saúde, no tratamento a todas as doenças crônicas, inclusive em programas de atenção aos idosos. O horizonte de ação dos cuidados paliativos é ampliado, podendo ser adaptado às realidades locais, aos recursos disponíveis e ao perfil epidemiológico dos grupos a serem atendidos:

 

Cuidados Paliativos são uma abordagem para melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares que enfrentem uma doença ameaçadora da vida, através da prevenção e do alívio do sofrimento, através da identificação precoce e impecável avaliação e tratamento da dor e outros problemas, físicos, psicossociais e espirituais. (OMS, 2007, p.3)

 

Neste contexto, A rápida explosão demográfica e a transição epidemiológica no Brasil traz um impacto muito grande à Saúde pois exige medidas que estimulem a promoção, prevenção de doenças além  de desospitalização e de cuidados paliativos que potencializem a saúde, a qualidade de vida. 

  

O cuidado multidisciplinar em Cuidados Paliativos, transversalizado e humanizado destaca-se por abranger todos os aspectos do sujeito-paciente  e pelo cuidado aos familiares, cuidadores e equipe em processo de adoecimento. A construção de vínculo, acolhimento que marcam a relação paciente x profissionais são fatores condicionantes para o sucesso  por potencializarem a confiança, respeito, autonomia, troca de saberes entre os diferentes sujeitos.

   

A Fisioterapia tem neste cenário de transição demográfica e modelo de saúde, uma mudança de paradigma que em primeiro olhar assusta mas na realidade é um momento de grande crescimento das práticas clínicas, ensino e pesquisa.

 

2- Cuidados Paliativos em Domicílio

 

A proposta de desospitalização pelos planos de saúde, maiores recursos tecnológicos para tratamento das doenças crônicas agudizadas e  a proposta de integralidade do cuidado fomenta a Fisioterapia e demais profissões a ocuparem cada vez mais um mercado em crescimento e ao mesmo tempo já existente porém sem muita atenção, O cuidado em Domicilio.

 

Na perspectiva de cuidado paliativo em domícilio, o fisioterapeuta vem ocupar dentro da Linha de Cuidado das doenças um papel de promoção, prevenção, recuperação e paliação independente de participar de um Home Care, PAD (Programa de Atenção Domiciliar) ou paciente particular.  A tecnologia empregada ao tratamento irá variar de leve a dura, de acordo com a avaliação funcional, objetivos e resultados propostos do tratamento, lembrando que o macro objetivo é qualidade de vida e de finitude.

   

O cuidado fisioterapêutico, assim como  da equipe multidisciplinar, deve ser de integralidade e como aliados ele terá seu conhecimento, habilidade técnica, tecnologia leve-dura, a  equipe multidisciplinar, as Políticas Públicas, as entidades, a sociedade e a família.  Muitas vezes a sociedade, a família formam a rede de apoio ao cuidado e para sucesso do mesmo a troca de informações, treinamento, orientações verbais fazem parte do plano terapêutico.

   

No que tange as competências do profissional fisioterapeuta, pode-se destacar a necessidade de conhecimentos gerais em Fisioterapia e Saúde Pública, com destaque às  Normas de Regulação da ANVISA, como por exemplo a NR 32, além do código de Ética do COFFITO, as Metas Internacionais de Segurança do Paciente, em especial o controle de Infecção hospitalar, risco de queda e comunicação segura. Estudos sobre Bioética, finitude e gestão da clínica também são necessários pois somados aos demais contribuem para uma qualidade resolutiva no cuidado prestado e para proteção da saúde do profissional e jurídica da sua profissão.

 

3- Conclusão

 

Vivemos ainda um processo prec[ario de implantação e de implementação  desta nova realidade que se apresenta e que se concretiza a cada passo com avanço do envelhecimento.

    

A não formação de profissionais  com perfil em Cuidados Paliativos, a baixa remuneração, o modelo de construção do atendimento domiciliar focado na doença,   a inexistência de uma Rede de Atenção a integralidade do cuidado,  e não implementação de Políticas Públicas são fatores que corroboram para fragmentação do cuidado.   A necessidade de conscientização da sociedade, das entidades profissionais, dos profissionais, mudanças na graduação e implementação das Políticas Públicas para ampliação de recursos humanos e implementação da Rede de Atenção na Linha de Cuidado das doenças são condicionantes para que o Cuidado Paliativo domiciliar seja parte da integralidade  do cuidado e não um mero meio de desospitalizar.

      

A Fisioterapia tem um papel marcante na redução da morbidade, mortalidade e potencialização da qualidade de vida do paciente  atrav[es do emprego  dos recursos fisioterapêuticos na busca da funcionalidade a qual  será resgatada ou otimizada,  permitindo que muitos sujeitos sejam devolvidos a sociedade, a vida. A visão de resolutividade tem que ser incorporada, o retorno a sociedade diminui significativamente o impacto econômico na Saúde.          Cabe ressaltar que  se não há como resgatar ou otimizar a funcionalidade, o controle dos sintomas merecem destaque  já que ali há um indivíduo com suas estórias de vida, sonhos, realizações e frustações e não um mero pedaço de doença em processo de morte. A finitude deve ser acolhida pelo profissional como um limite, não como um fracasso. Acolher, apesar de uma tecnologia leve, muitas vezes é mais curativa do que uma tecnologia dura e esta quando somada ao acolhimento produz mais efeito do que sozinha.

      

 

Possui graduação em Fisioterapia pela Faculdade de Reabilitação da ASCE (1986).

Atualmente é tecnologista pleno do Instituto Nacional de Câncer,

Fisioterapeuta da Saúde do Trabalhador, COGEP-CRH-DISAT.

Atuou como Fisioterapeuta do HCII/INCA, nas áreas de Uro ginecologia Oncológica, Oncologia Clínica e Terapia Intensiva.

Chefiou o Serviço de Integração Humana-HCI/INCA.

Chefiou e implantou o Serviço de Fisioterapia do HCII/ INCA.Chefiou e implantou o Serviço de Fisioterapia em Cuidados Paliativos do HCIV/INCA.

Especialista em Fisioterapia Oncológica-ABFO/2017.

Especialização em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde em 2009/ENSP.

Possui o curso de formação e apoio da Política Nacional de Humanização pela CTH/ UERJ-MS.

Docente do curso de Residência Multiprofissional em Oncologia do INCA.

Coordenou o módulo de Práticas Integradas do Curso de Residência Multiprofissional em Oncologia do INCA. Coordenou o módulo de Gestão do Curso de Residência Multiprofissional em Oncologia do INCA.

Atuou como Vice-diretora tesoureira da AFB.

Coordena o Departamento de Oncologia da AFERJ-RJ.

 

 

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