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EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NEUROMUSCULAR (ENMS) NA MUSCULATURA HIPOTONICA EM IDOSOS VERSUS SINDROME DA IMOBILIDADE

A intervenção fisioterapêutica precoce tem a finalidade de contribuir de forma preventiva, evitando deformidades músculo-tendinosas, retrações músculos ligamentares e evitar os efeitos degenerativos da musculatura. O tratamento com a Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) ainda é um recurso pouco utilizado nas reabilitações fisioterapêuticas. Sendo preconizado como conduta de tratamento da fisioterapia outros recursos de reabilitação. No entanto, os efeitos da utilização deste recurso fisioterapêutico (EENM), no tratamento da hipotonia muscular ou desenervação da fibra muscular, tem se mostrado segundo as pesquisas um método relevante para tratamento fisioterapêutico na musculatura deficiente.

 

Com avanço tecnológico na saúde o prolongamento dos anos de vida para o indivíduo idoso, a onde a grande maioria das pessoas não chegava à velhice, pois morria antes dos 50 anos em decorrência principalmente de doenças infecciosas e parasitárias. (Carvalho, et al 2003). Só podemos considerar como uma conquista nesta extensão da vida de cada indivíduo, se unir qualidade de vida, a cada ano de prolongamento da vida desta população envelhecida. Neste contexto é importante diferenciar longevidade de envelhecimento de uma população. Por outro lado, o envelhecimento saudável, é quando o indivíduo idoso consegue manter, no decorrer da sua idade avançada a capacidade funcional, possibilitando desempenhar as suas necessidades básicas.

 

A Política Nacional do Idoso apresenta como propósito fundamental a promoção do envelhecimento saudável, a manutenção e a melhoria ao máximo da capacidade funcional dos idosos, a prevenção de doenças, a recuperação da saúde dos que adoecem e a reabilitação daqueles que venham a ter a sua capacidade funcional restringida. As doenças crônicas degenerativas são frequentemente encontradas entre os idosos. Então a tendência aposta um número crescentes de idosos vivendo mais, e com queixas desconfortantes de condições crônicas.

 

Entendemos então, que o aumento de idosos com doenças crônicas, pode estar diretamente relacionado com incapacidade funcional. Neste caso, o comprometimento da capacidade funcional do indivíduo idoso passa a ter implicações diretas no seu ambiente familiar, na comunidade, no sistema de saúde e sobre tudo na vida do próprio idoso. A incapacidade propícia vulnerabilidade e maior dependência no velho, contribuindo com grande impacto negativo na diminuição do bem estar e da qualidade de vida desses idosos. Assim, a capacidade funcional se propõem a ser um novo componente no modelo de saúde para os idosos, e muito útil no contexto do envelhecimento, porque ser velho com suas funções preservadas, não significa problema para o indivíduo ou para a sociedade. O problema se inicia quando as funções começam a se deteriorar.  

 

A capacidade funcional é indispensável para que o indivíduo possa desempenhar as suas atividades de vida diária ou para fazer sem auxilio o que deseja independentemente, proporcionando uma melhor qualidade de vida. As atividades básicas de vida diária (ABVDs), as atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) e mobilidade do indivíduo são as avaliações, mas frequentemente utilizadas para compreender a capacidade funcional do idoso. Na contra mão, a incapacidade funcional segundo os estudos; pode ser definida como impotência ou a dificuldade de realizar tarefas que fazem parte do seu dia a dia, e que normalmente são imprescindíveis para o idoso conviver independente no meio familiar.

 

Entretanto, no Brasil é oportuno estudar os resultados da Pesquisa Nacional de Domicilio (PNAD), especificamente em seu suplemento de Saúde. A incapacidade funcional no envelhecimento tem sido a preocupação da sociedade com o indivíduo velho em seu domicilio, devido as suas dificuldades, deficiência e principalmente em realizar as atividades básicas de vida diária. Visto que, muitos têm diversas doenças concomitantes e que variam de severidade e causam diferentes impactos na vida cotidiana.

 

Neste assunto especifico, alguns autores descrevem as doenças crônicas não transmissíveis relevantes para essas incapacidades e a dificuldade de idosos estabelecerem estilo de vida saudável é que pode ser a causa de desenvolvimento de doenças, que levam a esses indivíduos a total dependência, e sujeito as síndromes; como pro exemplo: (Síndrome da imobilidade; Sarcopenia; Osteoartrite e entre outras).

 

A importância e os benefícios da Estimulação Elétrica Neuromuscular no Idoso é de muita relevância para prevenção das incapacidades, das síndromes e recuperação da força muscular. A EENM é definida como uma estimulação elétrica neuromuscular de baixa frequência de pulsos e estímulos elétrico no tecido, estimulando o moto neurônio inferior para iniciar a contração muscular, de modo a produzir movimento funcional. Low, Reed,(2001). A estimulação elétrica neuromuscular é pouco usada nas reabilitações de forma terapêutica, a fim de estimular a contração voluntária de músculos deficientes. Portanto, apresento a seguir as possíveis formas de aplicação da EENM, para a reabilitação muscular em idosos fracos, debilitados ou em indivíduos de qualquer idade; podemos citar alguns benefícios da EENM como exemplo dos efeitos nos músculos dos indivíduos: 

1. Alterações na estrutura e nas propriedades dos músculos

2. Efeito sobre o metabolismo muscular e fluxo sanguíneo

3. Fatiga do músculo

4. Estimulação de músculos Hipotônicos

 

ALTERAÇÕES NAS ESTRUTURAS E DAS PROPRIEDADES DOS MÚSCULOS

 

Estudos em animais demonstrou capacidade de transformar em longo prazo as propriedades dos músculos esqueléticos de mamíferos por meio da estimulação elétrica funcional. Os estudos em gatos demonstraram que não somente a musculatura era tratada. Mas o músculo de contração rápida comparando com o de um de contração lenta, também acontecia alterações em série extensas nas propriedades metabólicas e histológicas. “Essas fibras de contração rápidas do tipo II eram convertidas em fibras do tipo I de contração lenta”, Low, Reed, (2001)

 

Pesquisas recentes demonstraram que aplicação da técnica em músculo quadríceps de indivíduos saudáveis, seguindo padrões de estimulação elétrica neuromuscular mostrou resultados significativos nos músculos estimulados, sugerindo um aumento de força e resistência a fadiga. As controvérsias relatadas são que indivíduos estimulados com EENM apresentam respostas individuas e que o ganho de força é satisfatório, porém não apresentou resistência a fadiga. Portanto, dados comparativos tem sido realizados para comparar essas mudanças em grupos de pacientes com doença neuromusculares. 

 

EFEITO SOBRE O METABOLISMO MUSCULAR E FLUXO SANGUÍNEO

 

Relatam as pesquisas que a estimulação elétrica neuromuscular pode ter o mesmo efeito que a contração voluntária normal, podendo ter um aumento temporário no metabolismo muscular. Neste caso as consequências citadas são associações do “aumento na captação de O2 e produção C02, ácido láctico e outros metabolitos, assim como um aumento na temperatura local e maior fluxo sanguíneo local”. Low; Reed, (2001). Entretanto esses aumentos de fluxo sanguíneo são demonstrados em muitos estudos, como mostro a seguir:

 

Usando 10 e 30% da contração voluntaria máxima esses autores quantificaram um aumento de 20 % no fluxo sanguíneo que ocorreu cerca de 1 minuto após a estimulação ter iniciado e continuou por 5 minutos após ter sido terminada. No entanto, esses efeitos metabólitos são de muita importância, inclusive no bombeamento muscular, causando um efeito terapeuticamente favorável para combater o edema desses membros.  

 

Podemos encontrar também estudos citando que a estimulação elétrica neuromuscular nos quadríceps com pulsos de “0,4ms a 50 Hz em ciclos de 4 s ligado / 4 s desligado levou a um aumento de 18,5 no fluxo sanguíneo na artéria femoral”. Este estudo nos traz um aumento significativo no fluxo sanguíneo, usando estimulação elétrica neuromuscular com efeito de contração muscular em até 15% da sua contração máxima. “Mediu-se o fluxo sanguíneo na artéria com um aparelho de Doppler ultra sônico”, sendo observado o aumento do fluxo sanguíneo em 5 minutos após ter iniciado a estimulação elétrica neuromuscular e decaindo o fluxo para sua normalidade um minuto após ter cessado a estimulação elétrica.

 

Outros estudos tem mostrado que o efeito da estimulação elétrica no tríceps sural ou tibial anterior utilizando as frequências de estimulação de “8 Hz por 28 dias, 3 x 20 min/dia”, para saber do fluxo sanguíneo e a capacidade de filtração microvascular. As suas descobertas sugestivas relatam que, as adaptações ocorrem quando a musculatura é estimulada com frequências muito baixas no nível das microvasculatura. E que pode haver crescimento capilar e melhorar a perfusão microvascular, contribuindo para maior resistência a fadiga. Essas adaptações podem claramente beneficiar músculos de indivíduos idosos melhorando na caminhada e na resistência a fadiga durante contrações eletricamente evocadas nos músculos da panturrilha.

 

FADIGA DO MÚSCULO

 

A ocorrência da fadiga muscular decorrente da contração voluntaria apesar de ser conhecida, não é um fenômeno bem compreendido. Portanto, a fadiga acontece devido ao consumo de oxigênio muscular, glicose sanguínea e por outras limitações bioquímicas. As contrações musculares submáximas e as unidades motoras envolvidas a contração, mostra que há um aumento no recrutamento dessas unidades motora para manter a mesma força muscular a medida que ocorre a fadiga. Logo se espera que a estimulação do músculo pelo nervo leve a uma fadiga relativamente rápida, já que se espera um conjunto de estimulação de fibras de contração rápida do tipo II sendo recrutadas.  

 

Já a fadiga muscular causada pela estimulação elétrica demonstra ser maior, em comparação daquela contração voluntaria submáxima. Isto ocorre devido o tempo da estimulação elétrica no músculo, que está diretamente relacionado com a exaustão da musculatura levando a fadiga muscular. Alguns estudos relatam evidencias de fadiga muscular após vários períodos de estimulação elétrica e relatam ainda que a recuperação muscular pode demorar de 24 a 48 horas em alguns casos; para uma completa recuperação.

 

A ocorrências do uso da estimulação elétrica neuromuscular (EENM) para músculos paralisados com neurônios motores inferiores intactos, está sendo pesquisado de como o músculo, após receber treinamento muscular com a EENM se fadiga. Também, relata que a fadiga após o exercício muscular com EENM pode ser um incremento para o fortalecimento muscular e ao mesmo tempo menciona a falta de conhecimento para afirmação, se a estimulação elétrica de um músculo já fadigado é prejudicial. 

 

ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NEUROMUSCULAR (EENM) DO MÚSCULO HIPOTÔNICO

 

A Estimulação Elétrica neuromuscular (EENM) do músculo hipotônico se torna muito diferente em comparação ao músculo saudável, incluindo a resposta aos estímulos elétricos. Já que está musculatura hipotônica pode estar ausente de suprimentos nervoso, em consequência da dificuldade ou ruptura do nervo para o músculo, resultando perda de controle volitivo e produzindo mudanças fisiológicas e estruturais na musculatura. Por outro lado (Robinson, 2001) afirmou que a EENM no músculo hipotônico, podia compensar as mudanças estruturais e fisiológicas que acompanham a perda de inervação motora. As revisões literárias parecem não ser claras, deixando dúvidas e parecendo ser confusas.

 

A EENM em músculo hipotônico é eficaz, seguindo algumas recomendações. Então, a contração voluntária do músculo saudável é diferente da estimulação com a EENM, sendo muito menos excitável do que o nervo. Logo faz uma observação que será necessário uma carga de estimulação com a EENM muito maior para ocorrer uma contração muscular lenta, devido a lentidão da propagação da contração muscular, em comparação com o músculo inervado. Diz ainda que pulsos elétricos de subida lenta podem estimular o músculo, pois esse têm menor habilidade de acomodação que o nervo.  

 

Após revisão de literatura Robinson, (2001), disse que durante os últimos 30 anos as revisões indicam que a controvérsia sobre a eficácia da Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) persiste. E que a magnitude da evidência experimental sobre a eficácia da EENM em combater a atrofia muscular causada pela hipotonia, foi acumulada durante ou logo após a segunda guerra mundial. Passada todo esse tempo permanecem muitas controvérsias em relação a esse procedimento, e até hoje se questiona seus efeitos benéficos para reabilitação muscular.

 

Portanto até os dias de hoje encontramos opiniões contraditórias que tentam conciliar as descobertas empregadas na EENM sob condições marcadamente diferente, tornando a comparação dos resultados contraditórios. A importância de estimular o músculo hipotônico, pelo fato desse músculo ter dificuldade ou não conseguir ser ativado de forma voluntaria ou nem ser ativado de forma reflexa. Neste caso, o mesmo se enfraquece e atrofia. Entretanto, para os indivíduos idosos esteticamente falando, um músculo definhado não é atraente e as contraturas articulares, acontecem partir do desequilíbrio da força muscular e as consequências das deformidades. Nesse caso, é de muita importância que este músculo hipotônico, deva ser estimulado involuntariamente, de modo que tenha contração muscular por meio da aplicação de estímulos elétrico especificamente da EENM adequadamente.

 

APLICAÇÃO ADEQUADA DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NEUROMUSCULAR (EENM)

 

Os tratamento adequados da EENM, para preservar a amplitude de movimento (ADM), são menos agressivos em comparação com outros tipos de estimulação elétrica, projetados para ADM na presença de restrições de movimento. A função articular pode ser mantida com a EENM, realizando programas adequados de cinquenta a cem repetições dessa articulação. A reabilitação muscular deve ser feito diariamente, uma a duas vezes por dia, para que se consigam bons resultados na ADM e força muscular. O que torna mais adequada a realização de um programa domiciliar de reabilitação com uso da EENM. A estimulação elétrica funcional também pode ser adequada para uso domiciliar, não ficando somente restrita a centros de reabilitação, clinica ou consultório de fisioterapia. A adequação da EENM para uso domiciliar, pode ter resultado positivo, com a maioria dos pacientes que não apresentam déficits cognitivos, ou com a ajuda de membros da família, caso seja necessário.  

 

Nesta proposta de tratamento a colocação dos eletrodos devem ser explicadas e documentadas por fotos, demonstrando a posição correta dos eletrodos na musculatura alvo e a resposta muscular desejada, a contração muscular com a ADM articular. Os eletrodos mais indicados para uso

 

domiciliar, são os eletrodos auto adesivos reutilizáveis. As aplicações desses eletrodos facilitam muito aplicação da EENM domiciliar. Portanto, o equipamento adequado para a EENM quando não for fornecido pelos hospitais ou clínica, deve ser alugado em bases mensais. O programa de tratamento adequado para a estimulação funcional domiciliar, garante ao paciente o resultado do programa de tratamento sem as despesas diárias da fisioterapia. Entretanto, o tratamento com a EENM domiciliar aumenta a probabilidade de se obter resultado esperado da força muscular e ADM. Permitindo o retorno do paciente a sua função normal.

 

Entretanto, fica destinado exclusivamente a fisioterapia os programas de tratamento com EENM destinado a aumento da força muscular e amplitude de movimento. A combinação da estimulação elétrica funcional com a cinesioterapia e outras técnicas de reabilitação nos centros de reabilitação, clinicas e ou consultório, deverá ser conduta do fisioterapeuta, de como programar adequadamente, as estimulações elétricas mas especificas, como controlar as limitações articulares sob uma pressão de proeminência óssea, a redução das contraturas e etc., Também é frequentemente tomado pela fisioterapia, uma combinação de outros recursos eficazes durante a estimulação elétrica funcional.

 

Dr. Vinicius Vasconcellos de Castro

Crefito 2: 62003-F


Especialista em Pneumofuncional pela UFC

Eletrotermo fototerapia e Cinética Funcional pela UNIG

Geriatria e Gerontologia pela UERJ.
Diretor e Responsável  Técnico da Fisioterapia e Reabilitação Mente e Corpo Espaço Vitalizar
Tel 38257473

cel 986233400

 

 

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