Humanização na Fisioterapia

Os avanços das ciências associados ao advento das novas tecnologias vem contribuindo de forma determinante para o aprimoramento da assistência a saúde. Contudo, ao mesmo tempo que ampliam-se as possibilidades de preservação da vida com qualidade, profissionais se submetem aos processos de automação baseados em máquinas que comprometem a assistência terapêutica. Sendo assim, estamos diante de um paradigma sustentado pelas novas tecnologias aplicadas as terapias, em especial nos ambientes hospitalares e unidades de saúde que, relegam ou não reconhecem a função terapêutica e mesmo curativa das práticas de contato e comunicação entre profissionais de saúde e pacientes permeados pelo (afeto ou cuidado) que sustenta os processos  de humanização.

 

Humanizar a assistência à saúde significa agregar a eficiência técnica e científica, valores éticos, além de respeito e solidariedade ao ser humano, possibilitando a aproximação de forma efetiva entre profissional e paciente.

 

O profissional de fisioterapia deve estar capacitado para aplicação dos conhecimentos e técnicas adquiridos durante a trajetória acadêmica, porém as grades curriculares não os contemplam quanto ao exercício de conscientização e reflexão sobre suas habilidades na perspectiva de cuidar do outro, buscando ir além das técnicas de reabilitação.

 

Norteado por essa reflexão é possível afirmar que dentre os profissionais de saúde, o fisioterapeuta é um dos mais motivados ao contato direto, considerando que, na maioria das vezes, as mãos representam seu instrumento de trabalho principal.

 

A valorização dos processos de humanização permite ao fisioterapeuta a sobreposição dos aspectos mecanizados e tecnicista, tornando inquestionável o alcance das subjetividades que envolvem o  paciente em seus aspectos sociais, culturais e psicológicos, assim como compreender que “Saúde é um estado de bem estar físico, mental e social e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade” (OMS 1946)

 

Referências Bibliográficas:

 

BADARÓ, Ana Fátima Viero, Ética e Bioética na práxis da Fisioterapia: Deselando Comportamentos. Brasília, DF:2008

 

BERTACHINI, Luciana; Pessini, Leo. Humanização e cuidados paliativos.São Paulo: Edições Loyola, 2004.

 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria -Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteadordas práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS.Brasília : ministério da Saúde , 2004.

 

CONDRADE, Tânia Valéria Leal; APRILLI, maria Rita; PAULINO, Célia Aparecida; KARSCH, Úrsula margarida; BATÁGLIA, Patrícia U.R. Humanização da Saúde na formação de profissionais da  Fisioterapia. Revista Equilíbrio Corporal e Saúde 2010.

 

MACHADO, Karina Dias Guedes; PESSINI, Leo; HoSSNE, Willian Saad. A Formação em Cuidados Paleativos da Equipe que Atua em Unidade de Terapia Intensiva:Um Olhar da Bioética. São Paulo: 2007.

 

OISHI, Ana Caroline Escorsin do Nascimento; CHEMIN, Márcia Regina Chezini( Org). Reflexões Bioéticas:A humanização do cuidado em Saúde. Curitiba: Editora Prismas, 2017.

 

 

Dra. Joana Angélica Lima Oliveira

Membro da Diretoria da AFIDERJ

Especialização em UTI Adulto.

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